Demografia ou demagogia

A população nos países com melhores condições de vida está a decrescer. Em Portugal observa-se o mesmo fenómeno, com um crescimento acentuado do número de mortes.
É algo que deve preocupar e que deve ser atendido, começando pela descoberta da origem destas mortes.

O raciocínio que muitíssimas vezes se faz a seguir é que parece ilógico:
“Se temos pouca população então devemos promover o nascimento de mais gente”.
Isto poderia fazer sentido se fosse verdade, mas a realidade é que a população mundial nunca foi tão grande e nunca cresceu tão rapidamente como agora. Assim se vê que o “problema” nunca foi falta de população, mas exactamente o contrário.

Os que tiverem preocupações com a sobrevivência de portugueses poderão discordar dizendo que o facto é que Portugal terá que aumentar o número de nascimentos na sua população e que isso é independente das variações da população mundial. Isso seria supor que seria possível isolar-nos do resto do mundo. Não é possível – o que fazem os nossos antípodas Neozelandeses também nos afecta e vice-versa.

Acreditando que a população portuguesa teria que crescer – o que por si só será, pelo menos, digno de discussão.

Resta pensar o que teremos que fazer localmente, mas pensando – como deveria ser sempre – globalmente.

Para Portugal continuar a ser português, terá que ter o seu principal ingrediente – portugueses.
Não é necessário nascer em Portugal para ser português, mas também não podemos atribuir nacionalidade aleatoriamente, ou a quem a pagar mais, ou a quem marcar mais golos.

Deverá haver regras claras e iguais para todos os que queiram ser portugueses. E poder-se-à até sugerir limites por zona do país e até por origem do candidato. Tentando assim evitar guetizações que seriam contraproducentes para a integração.

Apesar de serem políticas muito mais indolores do que o que surgirá da sua não-implementação, será fácil ser descrente, porque numa sociedade onde só o crescimento é valorizado, é praticamente impossível sugerir travões a esse crescimento.
Mas também é preciso acordar para o facto de que se não contivermos a falta de limites, eventualmente descobri-los-emos involuntariamente.