O Ex Primeiro Ministro e a Cátedra

Pedro Passos CoelhoAlguns professores insurgiram-se contra o facto de Pedro Passo Coelho ir ser equiparado a docentes catedráticos.
Poderíamos discorrer acerca das diferenças entre “Catedrático” e “Catedrático-Convidado“, mas os que comentam este caso do Ex-Primeiro-Ministro Passos Coelho, sabem bem a diferença.

TronoAlguns usam argumentos políticos, como Raquel Varela, que diz: “Passo Coelho acaba a dar aulas numa universidade pública, paga por nós, onde vai ensinar outros como continuar a destruir serviços públicos”;
outros usam argumentos de defesa da classe, como Rui Bebiano: “É uma desonra para uma escola pública, e uma afronta para quem, no sistema universitário, tanto dá ao longo da vida subindo custosamente a pulso, ou nem sequer o consegue fazer devido ao rigoroso limite de vagas”.

Estes argumentos, independentemente da sua verdade, têm o problema da validade.
A concordância ou não com as opiniões políticas de um docente, não deverá ser razão para o seu afastamento ou condução em quaisquer cargos docentes. O importante deverá ser a sua valia para as matérias a ensinar.
Rui Bebiano, defende que a classe estará a ser “traída” ao permitir este tipo de casos, assumindo assim, que todos os méritos necessários à subida no sistema universitário, terão que ser adquiridos no próprio sistema universitário. Tomar isto como válido, seria esquecer que todo o sistema de ensino serve para preparar competências a ser exercidas, na esmagadora maioria dos casos fora desse mesmo sistema.
O que pretendem os “defensores da classe”, é que tudo dependa da própria classe, mas a verdade é que, como em todas as profissões, o que importa são os objectivos para os quais se trabalha.
Neste caso, a única coisa que importa, é saber se um Ex-Primeiro-Ministro é uma mais-valia para o ensino das cadeiras em causa. É. Sem dúvida.
Passos Coelho, não é um académico, não é sequer um intelectual e talvez até nem tenha os mesmos conhecimentos que outros professores, mas tem a vivência única de ter sido o principal governante de uma nação em tempos de resgate financeiro. Se esse currículo não é mais importante do que o de um docente que, porque teve que estudar dezenas de anos, nunca teve qualquer experiência prática nas matérias que ensina, com certeza não será menos.

Já agora lembro que Luís Amado, Vitor Constâncio, Mário Soares, entre outros também exerceram exactamente o mesmo cargo, sem que nenhum deles fosse doutorado.

Nélson Évora

Nélson Évora, que já foi dado como morto para a competição várias vezes, uma vez mais, aos 33 anos superou-se e bateu o seu record pessoal e nacional no triplo salto em pista coberta.

Os bons trabalham e ganham algumas vezes, perdem outras.

Os incríveis melhoram sempre!

Se um dia fosse feito um estudo sobre o atleta perfeito, de certeza que se descobriria Nélson Évora nos píncaros dessa classificação, mas o que mais impressiona não é essa perfeição, é antes a perenidade do seu rrabalho e resultados.

Obrigado Nélson Évora, queremos todos ser como tu!

Café Progresso

O Café Progresso no Porto já foi mesa de trabalho de estudantes, escritores, políticos, mas sobretudo portuenses.

Há alguns meses mudou; passou a ser ainda mais bonito, mais moderno, mas também mais caro.
É um sítio excelente para se demorar num pequeno-almoço onde, se pode ter a privacidade e calma para ler um livro, admirar a diversidade de gente que o frequenta, ou até escrever este texto.

Café ProgressoO Café Progresso deixou de ser como era, deixou de ter os clientes antigos, mas passou a ser moderno, a estar na moda, sem deixar de ser um dos locais mais agradáveis para se tomar um chá com amigos, ou para espraiar os ossos num sofá confortável.

Não é barato? É verdade, mas também não é caro e, pelo menos para tomar um café (de saco) vale a pena, antes de decidir se também cabem uns ovos mexidos e porque não uma torrada ou uma tiras de bacon…

Músicar (RemixLive)

Para os que gostam de “músicar”, há uma aplicação que vale a pena experimentar:

O RemixLive Remixlivepode ser usado como um “fingerpad” – uma espécie de “bateria-de-dedos” -, ou como um  “sampler” – para manipulação de pequenos trechos de som -.
Como o nome indica, permite fazer performances ao vivo, mas também gravar o que quiser.

Simples, intuitivo e “pronto-a-usar”, tem versatilidade suficiente para ser usado profissionalmente – por DJ’s, produtores ou “performers”, mas é também perfeito para quem quer experimentar fazer uns barulhos com “sets” pré-definidos, baterias, ou até com sons captados pelo próprio!

O melhor de tudo é a forma como está desenhado e construído, tornando tudo fácil!
E a cereja no topo do bolo? É gratuito!

Para os que levam as coisas mais a sério, não convém deixar de ver o site mixvibes.com, onde a marca tem produtos para várias plataformas (Mac/Windows/Android/iOS).

Crendices

A dívida pública total do mundo é de 325% do PIB.

A secção “ciências ocultas” tem que começar a inclui “Economia”.
Só economistas é que conseguem conceber que o mundo poder dever mais do que o que é possível produzir. Por outro lado, quando nos pagarem o que nos devem vamos ficar 3x mais ricos!!
Só falta saber que planeta vamos “chular”, porque este já nos está a “dever” 3x o que pode produzir!

GráficoAs pessoas economicamente respeitáveis usam termos como “spread” e “rating” e ficam realmente preocupadas quando as bolsas de valores oscilam! Já as pessoas respeitáveis lêem (pasme-se) autores comunistas, têm uma religião, família e alguns até acham que a economia não é isso que os economistas fazem.

O que a “Economia” conseguiu fazer, como todas as outras seitas, foi tornar-se tão credível que, sempre que anuncia o fim do mundo, as pessoas acreditam e, como bem sabemos pelos resultados de outras seitas apocalípticas, para alguns crentes o mundo acaba mesmo, nem que sejam porque se suicidam.

Depois venham-me dizer que o Tarot e a Astrologia é que são crendices!

Plástico

Aparte

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Hoje, enquanto os deputados da nação concordam que é necessário reduzir o uso de plásticos descartáveis, matam a sede com garrafas plásticas de 33cl.

Deputados têm o dever do esforço. Não têm que ser melhores do que os outros, mas têm a obrigação de tentar.

Eh pá! A EPA foi “tomada”.

Agência para a Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) é a agência responsável pela proteção da saúde humana e meio ambiente nos Estados Unidos. O seu actual director, Scott Pruitt, foi nomeado pelo presidente Donald Trump no início deste ano. Quem é Scott Pruitt? Entre muitas outras coisas foi o procurador geral do Oklahoma, e nesta sua função liderou pelo menos 13 processos contra a agência que agora dirige. Se isto não fosse suficiente para levantar algumas sobrancelhas, há que lembrar que Pruitt “rejeita que as actividades humanas sejam um contributo primário para as alterações climáticas“, ou então basta ouvir as suas próprias palavras, nas quais se descrevia há pouco tempo como “um líder contra a agenda activista da EPA“.

DeforestationPay-altDeixar o lobo tomar conta do rebanho não parece boa ideia, mas enquanto política for sinónimo de dinheiro, o sucesso será medido em cifrões.

Há no entanto uma ressalva que queremos fazer acerca desta presidência dos Estados Unidos: Neste, como em muitos outros casos, o aparentemente acéfalo presidente Trump é desconcertantemente honesto ao dizer que a escolha de Pruitt significa o “fim da guerra ao carvão“.

Mas para os que acham que Trump tem mais maturidade mental do que um miúdo de 10 anos, é preciso esperar para ver se os cortes de 60% em multas e processos da EPA foram só coincidência, ou se o anúncio feito hoje sobre “deixar cair a Lei da Energia Limpa” será só para substituir por outra lei ainda melhor. O certo é que com gastos de perto de 75 milhões de dólares em armas por ano, a EPA está “equipada” para a luta contra o ambiente pelo ambiente! Não se pense que isto é já o novo director a desperdiçar recursos, nos últimos dez anos esta agência, criada pelo presidente Nixon, gastou mais de 92 milhões de dólares em mobília, mas também com cadeiras a custar mais 4 mil dólares, provavelmente partilham mesas, uma vez que “apenas” gastaram 6000 dólares por funcionário. A boa notícia é que a EPA está a diminuir o número de trabalhadores e portanto não serão necessárias tantas cadeiras.

Nada disto é estranho ou sequer novidade, mas convém lembrar que não é por se arranjar justificação que o errado passa a certo.

Já agora, espreite-se o artigo no Público por Clara Barata.