Respira

Aquela simples e vital função do nosso corpo! R-E-S-P-I-R-A-R!!

Quantas vezes por dia o fazem conscientemente? Quantas vezes por dia fazem questão de respirar fundo para que o oxigénio chegue a todas as vossas células, a todos os ‘cantos’ dos vossos corpos, das vossas almas?

Não o fazemos vezes suficientes, pois não? O tanto que tomamos por garantido esta função básica e não aproveitamos tudo o que estamos a inspirar: a energia que nos rodeia, a calma de um momento de respiração profunda, o assentar de tudo o que está a acontecer aqui e agora… O renovar de tudo o que se passa cá dentro, o absorver o novo para expirar o que já não faz parte!

Inspirar! Inspiração! A inspiração que devemos ter para viver todos os dias, para sorrir, para conseguir ultrapassar aquela pedra que surge, para aproveitar tudo que nos aparece no caminho, para crescer, para conseguir olhar para tudo com ‘olhos novos’ todos os momentos. Inspiração para crescer um bocadinho todos os dias, para criar, para nos recolhermos, para olhar para o mundo com gratidão e Amor, para cuidar de nós, para cuidar os que amamos, para criar a cada momento o presente da Vida que reconhecemos ser o que merecemos!

E algo tão simples como respirar pode trazer a acalmia de uma tempestade interna, de um tumulto interior, da confusão da nossa mente e do desassossego do coração.

Respira! Pára! Absorve! Contempla! Olha-te com os olhos fechados da alma para conseguires ver mais além…

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Sente…

Permite-te sentir tudo o que tens direito, e tudo que tem de fluir dentro de ti e de dentro de ti.

Abraça os teus sentimentos e não te envergonhes deles, eles fazem parte de ti e são o que te faz também.

Se tem de rir, ri! Se tens de chorar, chora!

Faz a tua parte todos os dias! Crescer com os teus sentimentos, para que eles também cresçam contigo.

Grita, sofre, enerva-te, ri-te, chora, acredita, deixa-te ir, deixa-te ficar, permite-te!

Procura dentro do teu peito, do teu coração, do teu ser o que te faz! Não te envergonhes do teu sentir, de ser quem és, de não saberes quem és, ou de ainda te estares a descobrir. Não tens de ser quem sempre pensaste que eras: podes mudar, podes ter dúvidas, podes queres algo diferente para ti e tens o direito de saber e admitir que não sabes para onde queres ir, ou qual é o caminho mais certo ou indicado para ti. Não há um caminho certo para seguires, nada está definido, e, ao mesmo tempo, há uma definição em ti que ainda não te deste conta. Isso sim é o certo: saber que não tens de saber, saber que não tens de ter todas as respostas e nem sequer tens de saber quais são as perguntas.

O certo vem até ti, de alguma forma, da forma que tem de ser. Com amor em ti e por ti! Com a certeza de que te podes permitir a ser quem és, mesmo não sabendo quem és. Sente! Sente-te! Permite-te sentir, permite-te crescer, porque até quando te sentes menina e pequena podes ter a certeza de que o espaço está aberto dentro de ti para cresceres da forma que a tua alma mais precisa. Sente-te!

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Da importância de estar aqui…

É tão simples escapar para o ‘outro lado’ e deixar a realidade de parte. É tão simples sermos alheios ao que se passa à nossa volta e dentro de nós. É tão simples ‘fugir’ de tudo quanto nos parece levar para ao confronto com a realidade.

Será essa mesmo a simplicidade que queremos na nossa vida?! Será que nos queremos manter à tona de tudo e de todos para não lidarmos com as nossas ‘profundezas’? Queremos mesmo viver à superfície do que sentimos, dos afectos, do amor, do carinho, da amizade, dos relacionamentos, dos sonhos, das realizações, da realidade da vida que passa por nós todos os dias? Vamos escolher vivê-la ou olhar para ela de lado, deixando-na passar à velocidade de cruzeiro?

Queremos estar aqui, estar presentes (e no presente), viver com a simplicidade de saber existir com tudo e com todos, sem fugas para trás, para os lados e para a frente. A simplicidade de estarmos juntos com a vida em todos os momentos, mesmo naqueles em que preferimos sair dela para deixar as tempestades passar… porque elas passam!

Estar aqui neste momento… e só neste momento! Neste presente! Com tudo o que nos rodeia e faz parte de nós… seja o passado, seja a perspectiva que temos do futuro! Sem expectativas, com a presença de espírito suficiente para vivermos cada dia com o que é nosso e para nós, e do que passa de nós para os outros, e do que recebemos de cada ser que passa na nossa vida.

Um lugar, uma situação, uma pessoa, um sentimento, um sorriso, uma palavra, uma acção, um presente, uma vivência, um caminho, um abraço… um Presente! Um Aqui e Agora! Uma vida vivida com instantes de inconstância.

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