Decência parlamentar

Rui Rio, líder do PSD, já foi promessa de seriedade e, mesmo que apenas por alguns momentos, parecia que iria pôr princípios à frente da partidarite. Claro que isso foi ingenuidade, nunca seria possível chegar a líder de um partido de poder sem ter que ceder à corrupção inerente.

Luís Miguel Caçapa

Tiros, perseguição policial e álcool. A noite louca de um deputado do PSD-Madeira.

Ainda assim pede-se que haja pelo menos aparência de decência. O que é que Rui Rio está à espera para condenar este comportamento?


A ser verdade, a notícia de Márcio Berenguer no Público, então o deputado Luís Miguel Calaça já devia ter esclarecido o assunto e, porque não, assumir a sua estupidez.

No dia em que os deputados se comportem como indivíduos com deveres morais e sociais acima da média, poderão assumir os seus erros e ganhar crédito com isso. Até lá exijamos um mínimo de decência; não muita, só o mínimo.

Amor Electro – #4

A canção “Procura por mim” é o ponto alto do novo álbum – #4 – dos Amor Electro. mas quem gosta especialmente deste tema deve espreitar o tema que encerra o álbum “O nosso amor é uma canção” (colaboração com Fernando Tordo).

Sendo que o Amor Electro nunca fazem álbuns “mainstream”, será difícil que esta seja uma banda para todos os públicos. Apesar do carisma e capacidade interpretativa impressionantes de Marisa Liz, a forma não-ortodoxa do som electrónico que caracteriza a banda, coloca sempre algumas barreiras ao ouvido menos dado a escolhas estéticas arrojadas. Exemplo disso é o “De candeias às avessas” que passará despercebido, mas que uma versão futura (talvez mais simplificada) poderá tornar numa melodia orelhuda.

A única verdadeira crítica a fazer será talvez aos finais de quase todas as canções, que parecem abruptos, mas uma vez mais parece ser uma característica conceptual de um álbum que não busca a popularidade per se.