Cidadania e disciplinas

A ideia de que podemos educar as nossas crianças sem influência externa, além de perigosa é ingénua.
Um filho não é propriedade dos pais. É sua responsabilidade, mas também da comunidade. Ambos devem influenciar a criança no sentido que pareça positivo.
O facto de se discordar dos conteúdos de uma disciplina não é, nem pode ser, razão para se negar à criança a frequência dessa disciplina. Será, isso sim, motivo para que, quando essa criança chega a casa, sejam discutidos os conteúdos das aulas e os seus méritos.
Não é por ignorarmos algo, que deixa de existir. Temos que conhecer para poder enfrentar.
A obrigação do estado para com todas as crianças é certificar-se que todas cumprem a escolaridade mínima obrigatória, mesmo que para isso tenha que recorrer à repugnante retirada dos filhos aos seus pais.
Isto deve aplicar-se aos ciganos, mesmo que desrespeite as suas “tradições”, bem como aos que possam ter “objeções de consciência”, simplesmente porque a lei e os direitos das crianças são muito mais importantes do que quaisquer parvoíces individualistas.

3 pensamentos sobre “Cidadania e disciplinas

  1. não conhecendo os conteúdos, parece-me que a disciplina seria uma mais valia se fosse o que o seu nome encerra: cidadania. mas não me parece. tem mais ar de demagogia, elevação de estereótipos enquanto supostas igualdades e aparente agenda política. claro que em casa podes – deves – discutir os temas, já que isso sim, é cidadania.. mas a principal polémica parece-me ter sido o reprovar, não, o atrasar alunos no seu progresso por não frequentar uma disciplina.. quando tens alunos a transitar de ano com várias negativas a disciplinas nucleares. se isto não é prepotência política, será talvez falta de cidadania..

    1. Percebo que possa ser discutível a necessidade de aprovação a todas as disciplinas para “passar de ano”, mas esta disciplina deverá ser igual a todas as outras. Se a falta de frequência noutras disciplinas é motivo para reprovação, então também aqui deverá ser.

      1. sim, mas ambos sabemos que não é assim. a falta de frequência é motivo de reprovação na disciplina, não no ano. e muito menos para “descer” um ou dois anos.. coerência acima de tudo e não jogadas de propaganda política (seja do ministério, seja dos próprios encarregados de educação).

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