Decência parlamentar

Rui Rio, líder do PSD, já foi promessa de seriedade e, mesmo que apenas por alguns momentos, parecia que iria pôr princípios à frente da partidarite. Claro que isso foi ingenuidade, nunca seria possível chegar a líder de um partido de poder sem ter que ceder à corrupção inerente.

Luís Miguel Caçapa

Tiros, perseguição policial e álcool. A noite louca de um deputado do PSD-Madeira.

Ainda assim pede-se que haja pelo menos aparência de decência. O que é que Rui Rio está à espera para condenar este comportamento?


A ser verdade, a notícia de Márcio Berenguer no Público, então o deputado Luís Miguel Calaça já devia ter esclarecido o assunto e, porque não, assumir a sua estupidez.

No dia em que os deputados se comportem como indivíduos com deveres morais e sociais acima da média, poderão assumir os seus erros e ganhar crédito com isso. Até lá exijamos um mínimo de decência; não muita, só o mínimo.

Jornalismo (ou dormir)

22 Novembro 2017. (Patrícia de Melo Moreira/AFP/Getty Images)

O presidente de Cabo Verde (o paraíso na terra) esteve em Portugal e participou, juntamente com Marcelo Rebelo de Sousa, numa acção de voluntariado no Banco Alimentar.

Se Donald Trump soltar um gás, os telejornais abrem de imediato com repórteres em directo para avaliar o impacto ambiental da bufa presidencial. Como a economia de Cabo Verde é irrelevante quando comparada com a de outros colossos mundiais, acha-se que alguém que fez mais pela justiça e democracia de vários países (Cabo Verde, Portugal, Timor-Leste) e que têm ainda a humildade de ir “ajudar” um presidente amigo a promover uma causa social que aparentemente lhe seria completamente alheia, não tem importância suficiente para figurar nem em nota de rodapé.

Esperemos que tenha sido distracção minha.

Amor Electro – #4

A canção “Procura por mim” é o ponto alto do novo álbum – #4 – dos Amor Electro. mas quem gosta especialmente deste tema deve espreitar o tema que encerra o álbum “O nosso amor é uma canção” (colaboração com Fernando Tordo).

Sendo que o Amor Electro nunca fazem álbuns “mainstream”, será difícil que esta seja uma banda para todos os públicos. Apesar do carisma e capacidade interpretativa impressionantes de Marisa Liz, a forma não-ortodoxa do som electrónico que caracteriza a banda, coloca sempre algumas barreiras ao ouvido menos dado a escolhas estéticas arrojadas. Exemplo disso é o “De candeias às avessas” que passará despercebido, mas que uma versão futura (talvez mais simplificada) poderá tornar numa melodia orelhuda.

A única verdadeira crítica a fazer será talvez aos finais de quase todas as canções, que parecem abruptos, mas uma vez mais parece ser uma característica conceptual de um álbum que não busca a popularidade per se.

Partidos

Se fossemos todos menos inteligentes, talvez conseguíssemos viver com escolhas monocromáticas, por exemplo: Ter uma religião e, por isso, ser contra as outras. Ser de um clube e, por isso, ser contra os outros. Ter uma sexualidade e, por isso, ser contra as outras. As pessoas que são assim, são estúpidas!
InsertBrainNão tenho nada contra estúpidos, valorizo-os como quaisquer outros e, às vezes, até faço parte desse grupo, mas sem deixar de tentar sempre excluir-me.
Fazer das fraquezas força, não é o mesmo que ter orgulho nas fraquezas.
Percebo as simpatias clubísticas e até as picardias entre clubes, mas achar verdadeiramente que as pessoas de outro clube são diferentes só por isso… é estúpido.

Será preciso repetir tudo o que disse mudando “clubes” para “partidos”? Ou conseguiremos aprender com analogias?

 

 

Sonho-te! (ou a saudade de estar contigo)

andreAQuanto mais nos embrenhamos na vida, mais próximos ficamos. Quanto mais próximos estamos menos tempo temos juntos.

Parece uma contradição, mas daquilo que vejo é o mais comum!

Não sei se é da condição humana ou da condição da sociedade em que vivemos, mas o tempo para estarmos com quem amamos torna-se cada vez mais escasso. E por isso mesmo, mais precioso. O problema é quando se deixa de dar valor aos que nos querem bem. E algo profundo muda..

Por isso quero manter-me assim, (ainda) apaixonado! Recordar cada momento bom na esperança que seja cada vez melhor! É deixar de olhar para a quantidade para começar a apreciar a qualidade!

E assim sendo, quero continuar a gritar no meu coração:

“Quando não estou contigo, sonho-te!..”

Respira

Aquela simples e vital função do nosso corpo! R-E-S-P-I-R-A-R!!

Quantas vezes por dia o fazem conscientemente? Quantas vezes por dia fazem questão de respirar fundo para que o oxigénio chegue a todas as vossas células, a todos os ‘cantos’ dos vossos corpos, das vossas almas?

Não o fazemos vezes suficientes, pois não? O tanto que tomamos por garantido esta função básica e não aproveitamos tudo o que estamos a inspirar: a energia que nos rodeia, a calma de um momento de respiração profunda, o assentar de tudo o que está a acontecer aqui e agora… O renovar de tudo o que se passa cá dentro, o absorver o novo para expirar o que já não faz parte!

Inspirar! Inspiração! A inspiração que devemos ter para viver todos os dias, para sorrir, para conseguir ultrapassar aquela pedra que surge, para aproveitar tudo que nos aparece no caminho, para crescer, para conseguir olhar para tudo com ‘olhos novos’ todos os momentos. Inspiração para crescer um bocadinho todos os dias, para criar, para nos recolhermos, para olhar para o mundo com gratidão e Amor, para cuidar de nós, para cuidar os que amamos, para criar a cada momento o presente da Vida que reconhecemos ser o que merecemos!

E algo tão simples como respirar pode trazer a acalmia de uma tempestade interna, de um tumulto interior, da confusão da nossa mente e do desassossego do coração.

Respira! Pára! Absorve! Contempla! Olha-te com os olhos fechados da alma para conseguires ver mais além…

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Sente…

Permite-te sentir tudo o que tens direito, e tudo que tem de fluir dentro de ti e de dentro de ti.

Abraça os teus sentimentos e não te envergonhes deles, eles fazem parte de ti e são o que te faz também.

Se tem de rir, ri! Se tens de chorar, chora!

Faz a tua parte todos os dias! Crescer com os teus sentimentos, para que eles também cresçam contigo.

Grita, sofre, enerva-te, ri-te, chora, acredita, deixa-te ir, deixa-te ficar, permite-te!

Procura dentro do teu peito, do teu coração, do teu ser o que te faz! Não te envergonhes do teu sentir, de ser quem és, de não saberes quem és, ou de ainda te estares a descobrir. Não tens de ser quem sempre pensaste que eras: podes mudar, podes ter dúvidas, podes queres algo diferente para ti e tens o direito de saber e admitir que não sabes para onde queres ir, ou qual é o caminho mais certo ou indicado para ti. Não há um caminho certo para seguires, nada está definido, e, ao mesmo tempo, há uma definição em ti que ainda não te deste conta. Isso sim é o certo: saber que não tens de saber, saber que não tens de ter todas as respostas e nem sequer tens de saber quais são as perguntas.

O certo vem até ti, de alguma forma, da forma que tem de ser. Com amor em ti e por ti! Com a certeza de que te podes permitir a ser quem és, mesmo não sabendo quem és. Sente! Sente-te! Permite-te sentir, permite-te crescer, porque até quando te sentes menina e pequena podes ter a certeza de que o espaço está aberto dentro de ti para cresceres da forma que a tua alma mais precisa. Sente-te!

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